E-books

A publicação em e-book é uma das alternativas (talvez a primeira, atualmente) para quem quer publicar de modo independente. Aqui traremos informações e discussões sobre as particularidades da publicação neste formato.
Se sua dúvida não foi abordada em nenhum dos artigos publicados, mande sua dúvida para o e-mail contato@saibapublicar.com.br que buscaremos a informações para ajudar.


A ideia deste post é apresentar um pequeno glossário com informações sobre e-books para leigos, para aqueles que não estão familiarizados com seu uso e até apresentam alguma resistência com o formato. E-books no Brasil: O e-reader da Amazon (que ainda pode ser considerado como um dos melhores dispositivos dedicados à leitura) já tem quase 10 anos de existência, mas quem chegou para venda direta aqui no Brasil primeiro (através de uma parceria com a Livraria Cultura) foi o aparelho de um concorrente, o Kobo. Mesmo depois de tantos anos, ainda é gigantesco o número de leitores que sabe muito pouco sobre como obter e ler conteúdo nesse formato. Esse pequeno “ABC do e-book” pretende esclarecer um pouco das dúvidas de iniciantes, leitores que ainda não tem intimidade com os e-books. A leitura em dispositivos dedicados exclusivamente a essa função entre os leitores brasileiros (que são poucos) não é expressiva e talvez nunca chegue a ser, pois os tablets são muito populares, além de um somatório de fatores que contribuem para esta realidade. É bastante provável que boa parte dos seus amigos e conhecidos não tenha uma ideia clara sobre as diferenças entre tablet e e-reader e só consiga associar o termo e-book aos PDF’s. Por isso, deixo aqui um resumo (nada original, admito),com informações muito básicas para aqueles que não tem nenhuma intimidade com o universo dos e-books. O que é um e-book? Também conhecido como livro eletrônico, os e-books são versões digitais de livros, que podem ser lidos em computadores ou em dispositivos portáteis de […]

E-book para leigos



Você conhece um E-reader? Um dos motivadores da gasta discussão sobre a possível morte dos livros impressos é este aparelho um pouco menor e muito mais leve que os tablets. No mercado americano o modelo Kindle, da Amazon, conquistou um número expressivo de leitores, especialmente aqueles que leem vários títulos por ano, mas os e-readers no Brasil, mesmo alguns anos depois da disponibilização de bons aparelhos em redes de livrarias, parecem não ter caído no gosto popular. As principais vantagens do aparelho, se comparado com outros dispositivos móveis nos quais é possível ler e-books incluem a duração da bateria (dependendo do tempo de leitura diária, com a conexão wi-fi desligada, pode durar quase um mês sem necessidade de recarga); a ausência de distrações durante a leitura; o conforto da tela (tecnologia e-ink, que reproduz a sensação de leitura de uma página de papel), além da quantidade de títulos que pode ser capaz de armazenar (em alguns casos mais de 3,5 mil obras). e-readers no Brasil As notícias sobre vendas de e-books no Brasil a partir do alvoroço gerado com a disponibilização do primeiro e-reader de qualidade em lojas físicas no Brasil pareciam alvissareiras no finalzinho de 2012. A parceria Kobo Cultura marcou uma nova etapa de visibilidade para o e-book, gerando, no mínimo, curiosidade no público que não costuma circular nos meios virtuais onde se discute o tema. Logo depois, como uma resposta às pressas, a Amazon.com.br abriu seu site (na época bem capenga, aliás) e desde então vem realizando ações para fisgar clientes e autores independentes […]

E-readers e a leitura no Brasil



Impresso x e-book Será que existem mesmo tantas diferenças entre um e outro formato? A discussão sobre semelhanças e diferenças entre e-book e impresso são antigas, mas é comum que se restrinjam à defesa veemente de preconceitos. Tentarei não cair no mesmo esquema. Nenhum dos comentários e opiniões expressos aqui se aplica na íntegra à leitura feita em computador; a maioria pode até se aplicar à leitura em smartphones, mas no geral as impressões derivam da leitura em dispositivos dedicados (e-readers) ou, como segunda opção, à leitura em tablets. Feito esse esclarecimento, prossigamos. O mundo dos leitores, ao menos no Brasil, ainda se divide em pelo menos três grandes grupos: os detratores do e-book, que defendem o objeto livro como um valor em si, seu cheiro, sua posse e seu acúmulo; os entusiastas do e-book, que louvam suas vantagens em termos de acessibilidade (ajuste do tamanho da fonte, recurso text-to-speach, portabilidade de grande número de títulos num espaço e peso reduzidos) embora ainda considerem o preço praticado por aqui pouco convidativo; e aqueles que assinariam embaixo de ambas as posições e navegam entre os hábitos dos dois grupos anteriores, ou seja, lêem e compram tanto versões impressas como digitais. Em termos de proporção eu arriscaria dizer (pura especulação, não realizei qualquer pesquisa ou teste estatístico que suporte esse palpite) que o segundo e terceiro grupos ainda perdem feio para o primeiro. Tenho a forte impressão de que a posição de resistência ao e-book predomina naqueles que nunca experimentaram a leitura num […]

7 diferenças entre e-book e impresso



O negócio do e-books no Brasil: Desde que comecei a me envolver um pouco com o tema dos e-books, em 2010, pesquiso de modo periódico e não sistemático as iniciativas que chamam a atenção no meio da produção, venda e divulgação de livros no formato digital. O primeiro contato que tive com quem faz e-books foi com a Editora Plus, cujos idealizadores (alguns deles, ao menos) acabaram criando a Simplíssimo – uma das que resistem no ramo, aliás. De lá para cá vi surgirem muitos “novos negócios”, ou startups, envolvendo desde a conversão de livros impressos para e-books até livrarias online exclusivas para e-books. Revisando os sites de algumas dessas iniciativas, percebo que muitas, mas muitas mesmo, ficaram pelo caminho ou redirecionaram sua atuação. Todas efetuaram, de algum modo, alterações na sua forma de operar que vale a pena analisarmos. Enfatizo que o que apresento a seguir não é um rigoroso estudo de mercado, aliás, nem é um estudo de mercado. Trata-se de um apanhado que se baseia em minha curiosidade por empreendimentos dos quais tive notícia em algum momento a partir de 2010 e que resolvi conferir via web como estão sendo tocados atualmente e que contribuições consistentes trouxeram para o cenário dos e-books. Não vou falar das editoras tradicionais, mesmo porque muitas delas ainda parecem lutar contra o e-book. Também não vou tratar de autores completamente independentes, sobre isso vocês encontrarão muitos outros posts nas seções Onde Publicar e Como Publicar. O papo aqui é sobre ideias dedicadas (ou que nasceram assim, ao menos) ao […]

E-book é um bom negócio?



71.662 títulos em português na Amazon
o que mudou para os “e-leitores” desde 2010? Foi em 2010 que publiquei meu primeiro e-book. Aproximadamente na mesma época ganhei um Kindle (que, aliás, ainda funciona muito bem obrigada!) e comecei a buscar informações sobre as possibilidades, limitações e peculiaridades desse formato de publicação. Na época, analisei uma série de dados que o Ednei Procópio havia publicado em seu site com o objetivo de situar o tema e-book no contexto do mercado editoral brasileiro – poucas livrarias, insuficiente rede de bibliotecas públicas e um hábito de leitura de chorar no cantinho (a média por brasileiro seria de 1,8 livros lidos por ano, incluindo-se aí religiosos e didáticos). Tudo levava a crer que tínhamos no Brasil um terreno fértil para a adoção de uma ferramenta com grande potencial para alavancar o hábito de leitura do brasileiro (ao menos daqueles que já tinham o costume e o gosto pela leitura). Ao pesquisar sobre números de livrarias e bibliotecas no país, os dados são conflitantes. De um lado manchetes afirmam que o número de livrarias caiu 12% de 2012 para 2013, por outro lado, a venda de livros teria aumentado. Mas o benefício dos e-books (mais baratos, fáceis de carregar para qualquer lugar em diferentes aparelhos de leitura) não atingiu a expressão sonhada por uns e temida por outros. Ao menos não como negócio. Analisemos o cenário: Em 2012 (não encontrei um dado consolidado recente) apenas  27% das livrarias vendiam também e-books no site da Amazon, o número de títulos em português saltou de 4.389 em abril de 2012 para 34.258 abril […]

A (curta) história dos e-books no Brasil