Mercado

O livro que você criou só será lido e alcançará seu público se você compreender que ele é, além de arte, informação ou entretenimento, um produto. E produtos estão inseridos num contexto de mercado. Por isso, saber um pouco sobre mercado editorial e, em particular, sobre o mercado de e-books vai ajudá-lo se você pretende ser um escritor independente.

Aqui você encontrará notícias, opiniões, análises e informações sobre o mercado dos livros e especialmente do mercado de e-books.


Você conhece um E-reader? Um dos motivadores da gasta discussão sobre a possível morte dos livros impressos é este aparelho um pouco menor e muito mais leve que os tablets. No mercado americano o modelo Kindle, da Amazon, conquistou um número expressivo de leitores, especialmente aqueles que leem vários títulos por ano, mas os e-readers no Brasil, mesmo alguns anos depois da disponibilização de bons aparelhos em redes de livrarias, parecem não ter caído no gosto popular. As principais vantagens do aparelho, se comparado com outros dispositivos móveis nos quais é possível ler e-books incluem a duração da bateria (dependendo do tempo de leitura diária, com a conexão wi-fi desligada, pode durar quase um mês sem necessidade de recarga); a ausência de distrações durante a leitura; o conforto da tela (tecnologia e-ink, que reproduz a sensação de leitura de uma página de papel), além da quantidade de títulos que pode ser capaz de armazenar (em alguns casos mais de 3,5 mil obras). e-readers no Brasil As notícias sobre vendas de e-books no Brasil a partir do alvoroço gerado com a disponibilização do primeiro e-reader de qualidade em lojas físicas no Brasil pareciam alvissareiras no finalzinho de 2012. A parceria Kobo Cultura marcou uma nova etapa de visibilidade para o e-book, gerando, no mínimo, curiosidade no público que não costuma circular nos meios virtuais onde se discute o tema. Logo depois, como uma resposta às pressas, a Amazon.com.br abriu seu site (na época bem capenga, aliás) e desde então vem realizando ações para fisgar clientes e autores independentes […]

E-readers e a leitura no Brasil



Discussões sobre Autopublicação Tenho lido muito sobre diferentes experiências de publicação independente, desde aquelas em que o autor banca a publicação, mesmo sendo via editora (que na verdade é uma prestadora de serviços de edição / impressão) ou aquelas onde autor se vira com a maior parte das etapas envolvidas na publicação e gerencia diretamente as vendas através de plataformas de publicação de e-books ou do seu próprio site e contatos, com direito a bater de porta em porta de livrarias, no caso de uma versão impressa. Os grupos de debate no linkedin são uma boa fonte de informação sobre os resultados desse tipo de empreendimento. Pena que todos os grupos dos quais participo são em inglês. E o lamentável disso não é sequer a enorme diferença do cenário (mercado editorial, perfil de leitores e mesmo de autores) em outros países, mas o fato de não ter encontrado grupo similar, bem estruturado e rico em conteúdo, aqui no Brasil. Trago à tona aqui duas manifestações que me fisgaram a atenção no grupo Ebooks, Ebooks Readers, Digital Books and Digital Content. O relato de John Winters, no bem humorado artigo “I´m a self-publishing failure” e o debate iniciado por um camarada chamado Paul, com o provocante título ” Does Anyone Really Believe it’s That Easy?” (em livre tradução, algo como “Sou um autor independente fracasso” e “Alguém realmente acredita que é assim tão fácil?”). Altas expectativas, grandes frustrações O artigo de John Winters conta sua saga como autor que decidiu investir na publicação do seu primeiro livro, cujos originais haviam sido recusados […]

Prós e contras da autopublicação



O negócio do e-books no Brasil: Desde que comecei a me envolver um pouco com o tema dos e-books, em 2010, pesquiso de modo periódico e não sistemático as iniciativas que chamam a atenção no meio da produção, venda e divulgação de livros no formato digital. O primeiro contato que tive com quem faz e-books foi com a Editora Plus, cujos idealizadores (alguns deles, ao menos) acabaram criando a Simplíssimo – uma das que resistem no ramo, aliás. De lá para cá vi surgirem muitos “novos negócios”, ou startups, envolvendo desde a conversão de livros impressos para e-books até livrarias online exclusivas para e-books. Revisando os sites de algumas dessas iniciativas, percebo que muitas, mas muitas mesmo, ficaram pelo caminho ou redirecionaram sua atuação. Todas efetuaram, de algum modo, alterações na sua forma de operar que vale a pena analisarmos. Enfatizo que o que apresento a seguir não é um rigoroso estudo de mercado, aliás, nem é um estudo de mercado. Trata-se de um apanhado que se baseia em minha curiosidade por empreendimentos dos quais tive notícia em algum momento a partir de 2010 e que resolvi conferir via web como estão sendo tocados atualmente e que contribuições consistentes trouxeram para o cenário dos e-books. Não vou falar das editoras tradicionais, mesmo porque muitas delas ainda parecem lutar contra o e-book. Também não vou tratar de autores completamente independentes, sobre isso vocês encontrarão muitos outros posts nas seções Onde Publicar e Como Publicar. O papo aqui é sobre ideias dedicadas (ou que nasceram assim, ao menos) ao […]

E-book é um bom negócio?



Esse artigo foi descaradamente inspirado em um post do Book Promotion.com. Não é uma tradução, mas uma adaptação aos cenários brasileiros entremeada dos meus pontos de vista sobre o custo da publicação independente. Como em qualquer mercado editorial, também aqui no Brasil os esccritores que consideram a possibilidade de bancar suas publicações se deparam com diferentes opções e custos que variam enormemente. As variações são significativas e dependem do fornecedor escolhido e dos itens incluídos no “pacote”. O foco principal do Book Promotion era a publicação de versões impressas, então, embora costume priorizar o e-book, também vou concentrar a análise nesse formato. Entre a mais radical escolha – a de fazer tudo sozinh@ (exceto a impressão propriamente, pois creio que poucos escritores também possuam uma gráfica) e a mais cara alternativa – gastar com revisão, leitura crítica, copidesk, capista, marketing e um lançamento badalado – há uma infinidade de combinações (e preços) possíveis. Mas é bom saber que nenhuma das escolhas (nenhuma mesmo!) é garantia de sucesso, pois o mercado tem razões que não se pode chamar exatamente de previsíveis. Aliás, antes de seguirmos, cabe aqui uma pausa para insistir num assunto bem surrado. Esperar sucesso, seja como autor independente ou através de editoras tradicionais, é uma tolice sem tamanho. É estatisticamente improvável que um escritor desconhecido venha a ter seu nome citado nos círculos que lhe interessam (esses também variam, pois há quem queira estar na lista dos mais vendidos, há os que prefeririam um prêmio literário e outros que se […]

Quanto custa a publicação independente?



Contar histórias (ou estórias, para quem prefere a clara distinção) é tão inseparável do ser humano como as necessidades biológicas mais básicas, mas a forma como saciamos essa necessidade mudou com o tempo, como também mudaram os hábitos (ou seria melhor dizer possibilidades? alimentares, a forma de vestir-se e abrigar-se e o modo como nos agrupamos com outros indivíduos em famílias, clubes, sociedades, tribos. Diante de todas as modificações que já assistimos – desde a migração da pura oralidade ao surgimento dos romances viabilizados pela invenção de Gutenberg, passando pelo encurtamento progressivo das narrativas em mini e microcontos, não devem ser poucos os que se perguntam sobre as modificações que ainda estão por vir. Que futuro terão as estórias que contamos / ouvimos / lemos e nas quais queremos continuar mergulhando? Qual o futuro da narrativa nesses tempos tão dispersivos quanto hyper (ou pseudo) conectados? Investiguemos isso juntos. A tecnologia x nosso jeito de contar histórias A tecnologia interfere na forma como a ficção é entregue ao público – seja nos cinemas, nos games (sim, já capitulei e admito que há muitos games que funcionam de alguma forma como narrativas, onde o jogador é parte ativa nos rumos do enredo), em web series, séries de TV e também nas narrativas escritas – em papel ou em edições digitais. Quando os e-books começaram a fazer parte do cotidiano de alguns poucos brasleiros, muito se discutiu sobre a relevância e mesmo sobre a suposta necessidade de que e-books incorporassem novos recursos (os tais enhanced e-books) que ampliassem a experiência do leitor. Nunca aderi a […]

A narrativa tem futuro?