Mercado

O livro que você criou só será lido e alcançará seu público se você compreender que ele é, além de arte, informação ou entretenimento, um produto. E produtos estão inseridos num contexto de mercado. Por isso, saber um pouco sobre mercado editorial e, em particular, sobre o mercado de e-books vai ajudá-lo se você pretende ser um escritor independente.

Aqui você encontrará notícias, opiniões, análises e informações sobre o mercado dos livros e especialmente do mercado de e-books.


71.662 títulos em português na Amazon
o que mudou para os “e-leitores” desde 2010? Foi em 2010 que publiquei meu primeiro e-book. Aproximadamente na mesma época ganhei um Kindle (que, aliás, ainda funciona muito bem obrigada!) e comecei a buscar informações sobre as possibilidades, limitações e peculiaridades desse formato de publicação. Na época, analisei uma série de dados que o Ednei Procópio havia publicado em seu site com o objetivo de situar o tema e-book no contexto do mercado editoral brasileiro – poucas livrarias, insuficiente rede de bibliotecas públicas e um hábito de leitura de chorar no cantinho (a média por brasileiro seria de 1,8 livros lidos por ano, incluindo-se aí religiosos e didáticos). Tudo levava a crer que tínhamos no Brasil um terreno fértil para a adoção de uma ferramenta com grande potencial para alavancar o hábito de leitura do brasileiro (ao menos daqueles que já tinham o costume e o gosto pela leitura). Ao pesquisar sobre números de livrarias e bibliotecas no país, os dados são conflitantes. De um lado manchetes afirmam que o número de livrarias caiu 12% de 2012 para 2013, por outro lado, a venda de livros teria aumentado. Mas o benefício dos e-books (mais baratos, fáceis de carregar para qualquer lugar em diferentes aparelhos de leitura) não atingiu a expressão sonhada por uns e temida por outros. Ao menos não como negócio. Analisemos o cenário: Em 2012 (não encontrei um dado consolidado recente) apenas  27% das livrarias vendiam também e-books no site da Amazon, o número de títulos em português saltou de 4.389 em abril de 2012 para 34.258 abril […]

A (curta) história dos e-books no Brasil



Qual o seu papel na publicação? Essa pergunta de abrangência continental poderia ser desmembrada em muitas outras, mas vamos nos concentrar em uma pequena (e relevante) fração dessas abordagens, começando pela questão que diz respeito ao escritor: até que ponto um escritor precisa saber como se faz um livro? Para isso existem os editores e toda a equipe de profissionais relacionada à edição e publicação de obra, certo? Errado.  Antes de sonhar com o estrelato ou desistir sem ter avaliado suas reais possibilidades, é importante que o autor, cujo desejo é ser lido (e a publicação é um dos caminhos para atingir essa meta), reúna informações suficientes para decidir sobre suas próprias estratégias. Por que entender o mercado editorial? O número de escritores que gastou o que não tinha para publicar o seu tão sonhado livro e acabou com caixas e caixas de volumes atulhando sua casa, sem alcançar o verdadeiro objetivo – de que sua obra fosse lida – não é pequeno. A quantidade de artistas magoados com a crueldade do sistema editoral que sequer responde formalmente para comunicar a rejeição de um original não deve ficar atrás. É por isso e por conta de muitos outros exemplos de, digamos, insucesso, que aprender questões básicas sobre os mecanismos do mercado editorial são importantes. Fluxos de encaminhamento e avaliação, custos envolvidos, os caminhos para a distribuição, o papel de um plano de divulgação são apenas alguns dos muitos aspectos que precisam ser considerados depois que uma obra literária (ou qualquer outro […]

Como se faz um livro?