Autopublicação – seja independente!

Aqui você pode encontrar as mais variadas abordagens sobre os processos de publicação independente. Tudo colocado a partir do ponto de vista de quem já vivenciou os processos e pode ajudar a evitar armadilhas e tropeços, mas nunca indicar a fórmula do sucesso, porque isso, meus amigos, seria engôdo.


o que todo autor independente precisa questionar? A autopublicação está em alta, especialmente no segmento dos e-books. Existem diversas opções de plataformas de autopublicação disponíveis em português, cada uma com funcionalidades pensadas para atrair um número crescente de autores.  Ao escritor que vai se lançar nesta empreitada cabe analisar as possibilidades de sucesso considerando sua disponibilidade de investimento (se não de dinheiro, de tempo, o que para muitos ainda é sinônimo), por isso listei alguns tópicos que podem ajudar a responder a pergunta “o que preciso saber para publicar sozinho(a)?”. Pense em cada uma destas questões e reflita sobre cada uma delas de modo que esteja preparad@ ao assumir a decisão de publicar enfrentando sozinh@ a responsabilidade (e muitas vezes a execução) por todas as etapas do processo. 1 – O texto é realmente bom? Parece muito natural que todo escritor que acredita no valor de seu trabalho deseje apresentá-lo ao mundo e vê-lo ganhar a atenção dos leitores. Mas, se estamos discutindo autopublicação, a autocrítica é fator essencial. Assim, é recomendável que, antes de ceder ao ímpeto de publicar questionemos honesta e humildemente o quão pronto está nosso texto. Antes de ceder ao caminho mais fácil que é defender com unhas e dentes a qualidade de nossa produção, que tal um pouco de desconfiança? A dúvida em relação a nós e nossas criações é sempre um bom combustível para aprimorar o texto. Um bom trabalho de revisão crítica e correção gramatical são essenciais. Não um acessório, compreendam, mas um passo indispensável antes da publicação. E aqui vale frisar uma questão importante: publicar de […]

O que preciso saber para publicar sozinho(a)?



O negócio do e-books no Brasil: Desde que comecei a me envolver um pouco com o tema dos e-books, em 2010, pesquiso de modo periódico e não sistemático as iniciativas que chamam a atenção no meio da produção, venda e divulgação de livros no formato digital. O primeiro contato que tive com quem faz e-books foi com a Editora Plus, cujos idealizadores (alguns deles, ao menos) acabaram criando a Simplíssimo – uma das que resistem no ramo, aliás. De lá para cá vi surgirem muitos “novos negócios”, ou startups, envolvendo desde a conversão de livros impressos para e-books até livrarias online exclusivas para e-books. Revisando os sites de algumas dessas iniciativas, percebo que muitas, mas muitas mesmo, ficaram pelo caminho ou redirecionaram sua atuação. Todas efetuaram, de algum modo, alterações na sua forma de operar que vale a pena analisarmos. Enfatizo que o que apresento a seguir não é um rigoroso estudo de mercado, aliás, nem é um estudo de mercado. Trata-se de um apanhado que se baseia em minha curiosidade por empreendimentos dos quais tive notícia em algum momento a partir de 2010 e que resolvi conferir via web como estão sendo tocados atualmente e que contribuições consistentes trouxeram para o cenário dos e-books. Não vou falar das editoras tradicionais, mesmo porque muitas delas ainda parecem lutar contra o e-book. Também não vou tratar de autores completamente independentes, sobre isso vocês encontrarão muitos outros posts nas seções Onde Publicar e Como Publicar. O papo aqui é sobre ideias dedicadas (ou que nasceram assim, ao menos) ao […]

E-book é um bom negócio?



Esse artigo foi descaradamente inspirado em um post do Book Promotion.com. Não é uma tradução, mas uma adaptação aos cenários brasileiros entremeada dos meus pontos de vista sobre o custo da publicação independente. Como em qualquer mercado editorial, também aqui no Brasil os esccritores que consideram a possibilidade de bancar suas publicações se deparam com diferentes opções e custos que variam enormemente. As variações são significativas e dependem do fornecedor escolhido e dos itens incluídos no “pacote”. O foco principal do Book Promotion era a publicação de versões impressas, então, embora costume priorizar o e-book, também vou concentrar a análise nesse formato. Entre a mais radical escolha – a de fazer tudo sozinh@ (exceto a impressão propriamente, pois creio que poucos escritores também possuam uma gráfica) e a mais cara alternativa – gastar com revisão, leitura crítica, copidesk, capista, marketing e um lançamento badalado – há uma infinidade de combinações (e preços) possíveis. Mas é bom saber que nenhuma das escolhas (nenhuma mesmo!) é garantia de sucesso, pois o mercado tem razões que não se pode chamar exatamente de previsíveis. Aliás, antes de seguirmos, cabe aqui uma pausa para insistir num assunto bem surrado. Esperar sucesso, seja como autor independente ou através de editoras tradicionais, é uma tolice sem tamanho. É estatisticamente improvável que um escritor desconhecido venha a ter seu nome citado nos círculos que lhe interessam (esses também variam, pois há quem queira estar na lista dos mais vendidos, há os que prefeririam um prêmio literário e outros que se […]

Quanto custa a publicação independente?



Contar histórias (ou estórias, para quem prefere a clara distinção) é tão inseparável do ser humano como as necessidades biológicas mais básicas, mas a forma como saciamos essa necessidade mudou com o tempo, como também mudaram os hábitos (ou seria melhor dizer possibilidades? alimentares, a forma de vestir-se e abrigar-se e o modo como nos agrupamos com outros indivíduos em famílias, clubes, sociedades, tribos. Diante de todas as modificações que já assistimos – desde a migração da pura oralidade ao surgimento dos romances viabilizados pela invenção de Gutenberg, passando pelo encurtamento progressivo das narrativas em mini e microcontos, não devem ser poucos os que se perguntam sobre as modificações que ainda estão por vir. Que futuro terão as estórias que contamos / ouvimos / lemos e nas quais queremos continuar mergulhando? Qual o futuro da narrativa nesses tempos tão dispersivos quanto hyper (ou pseudo) conectados? Investiguemos isso juntos. A tecnologia x nosso jeito de contar histórias A tecnologia interfere na forma como a ficção é entregue ao público – seja nos cinemas, nos games (sim, já capitulei e admito que há muitos games que funcionam de alguma forma como narrativas, onde o jogador é parte ativa nos rumos do enredo), em web series, séries de TV e também nas narrativas escritas – em papel ou em edições digitais. Quando os e-books começaram a fazer parte do cotidiano de alguns poucos brasleiros, muito se discutiu sobre a relevância e mesmo sobre a suposta necessidade de que e-books incorporassem novos recursos (os tais enhanced e-books) que ampliassem a experiência do leitor. Nunca aderi a […]

A narrativa tem futuro?



71.662 títulos em português na Amazon
o que mudou para os “e-leitores” desde 2010? Foi em 2010 que publiquei meu primeiro e-book. Aproximadamente na mesma época ganhei um Kindle (que, aliás, ainda funciona muito bem obrigada!) e comecei a buscar informações sobre as possibilidades, limitações e peculiaridades desse formato de publicação. Na época, analisei uma série de dados que o Ednei Procópio havia publicado em seu site com o objetivo de situar o tema e-book no contexto do mercado editoral brasileiro – poucas livrarias, insuficiente rede de bibliotecas públicas e um hábito de leitura de chorar no cantinho (a média por brasileiro seria de 1,8 livros lidos por ano, incluindo-se aí religiosos e didáticos). Tudo levava a crer que tínhamos no Brasil um terreno fértil para a adoção de uma ferramenta com grande potencial para alavancar o hábito de leitura do brasileiro (ao menos daqueles que já tinham o costume e o gosto pela leitura). Ao pesquisar sobre números de livrarias e bibliotecas no país, os dados são conflitantes. De um lado manchetes afirmam que o número de livrarias caiu 12% de 2012 para 2013, por outro lado, a venda de livros teria aumentado. Mas o benefício dos e-books (mais baratos, fáceis de carregar para qualquer lugar em diferentes aparelhos de leitura) não atingiu a expressão sonhada por uns e temida por outros. Ao menos não como negócio. Analisemos o cenário: Em 2012 (não encontrei um dado consolidado recente) apenas  27% das livrarias vendiam também e-books no site da Amazon, o número de títulos em português saltou de 4.389 em abril de 2012 para 34.258 abril […]

A (curta) história dos e-books no Brasil